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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

ARCANJO GABRIEL

ARCANJO  GABRIEL

O nome deste Arcanjo, citado duas vezes nas profecias de Daniel, significa “Força de Deus” ou “Deus é a minha proteção”. É muito conhecido devido a sua singular missão de mensageiro, uma vez que foi ele quem anunciou o nascimento de João Batista e, principalmente, anunciou o maior fato histórico: “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré… O anjo veio à presença de Maria e disse-lhe: ‘Alegra-te, ó tu que tens o favor de Deus’…” a partir daí, São Lucas narra no primeiro capítulo do seu Evangelho como se deu a Encarnação.

Gabriel Arcanjo é o anunciador por excelência das revelações divinas
De todos os anjos, de todas as hierarquias, Gabriel, Rafael e Miguel são os únicos que a Igreja os reconhece pelos nomes e estão revelados na Sagrada Escritura. Os Arcanjos pertencem à terceira hierarquia (Principados, Arcanjos e Anjos) e são responsáveis por executar as ordens de Deus, por isso estão mais perto de nós.

Gabriel Arcanjo é o anunciador por excelência das revelações divinas. Seu nome significa “Emissário do Senhor” ou “Deus é meu protetor” ou ainda “Homem de Deus”. O Antigo Testamento já retrata sua presença trazendo boas novas da parte do Altíssimo, explicando a Daniel a visão que este profeta teve (cf. Dn 8, 16ss), e depois o destino favorável ao povo de Israel quando este estava no exílio (cf. Dn 9, 21ss).

No Novo Testamento, é Gabriel quem anuncia ao sacerdote Zacarias que Isabel, sua mulher, lhe daria um filho profeta: João Batista (cf. Lc 1, 13ss). Coube ainda ao Arcanjo Gabriel proclamar a maior notícia de todos os tempos para nós, seres humanos, a encarnação e o nascimento do Filho de Deus em nosso meio (cf. Lc 1, 26ss) para nos salvar.
Gabriel conhecedor dos mais profundos mistérios de Deus, foi quem anunciou a Maria que que ela era cheia de graças e a escolhida para ser a Mãe do Salvador. Pelas palavras do Arcanjo, Nossa Mãe foi entendendo a ação do Espírito Santo nela e, assim, foi se preparando para sua missão. Também foi da saudação angélica, que temos hoje, uma das orações mais difundidas e queridas do catolicismo, a Ave-Maria “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo” (Lc 1, 28).
O próprio anjo diz sobre si mesmo: “Eu sou Gabriel, e estou sempre na presença de Deus. Eu fui enviado para falar contigo e anunciar-te esta boa nova” (Lc 1, 19). Creia nisso! Se você pedir, ele virá e comunicará o que Deus quer de você, pois é desejo do Senhor transmitir Seus planos a nós: “O Senhor não faz coisa alguma sem revelar seus planos aos profetas, seus servos” (Am 3, 7).
Deus quer entrar e interagir em sua vida, transmitindo-lhe sabedoria e discernimento, quer cuidar de você com carinho e amor. E para isso, usa de Seus mensageiros, os anjos. Como Arcanjo da revelação, Gabriel conhece a nossa realidade e os aspectos que nos envolvem. (Canção Nova).


SÃO FRANCISCO DE ASSIS

SÃO FRANCISCO DE ASSIS


 Santo da humildade, da alegria, da pobreza e do amor à natureza  São Francisco de Assis é um dos santos mais representados artisticamente. Sua iconografia é bem diversificada, mas encontramos principalmente as seguintes representações: o santo aparece com o hábito marrom, claro ou escuro, com o cordão do hábito na cintura com três nós e também com o terço, a bíblia e o crucifixo. Vamos compreender os símbolos.
O hábito de São Francisco
O hábito de São Francisco é o hábito da Ordem que ele mesmo fundou: a Ordem dos Franciscanos. Ele é sinal da sua consagração a Deus e serve para distinguir o sagrado do popular. Também é sinal de pobreza e humildade, pois se evita o uso de trajes mundanos. Caracteriza a união e a fidelidade a uma ordem religiosa. O hábito torna visível a presença de Deus e da Igreja na pessoa do religioso. É uma vestimenta típica dos franciscanos.
O cordão de São Francisco
O cordão na imagem de São Francisco é um cinto de corda e representa os votos feitos a Deus. Os três nós presentes no cinto simbolizam os votos de pobreza, castidade e obediência. O cinto representa também o desapego das coisas do mundo e a entrega total a Deus.
Os estigmas de São Francisco
Estigmas são as feridas de Jesus Cristo que aparecem em alguns santos. Os estigmas de São Francisco são o sofrimento de Cristo no corpo do santo. Os estigmas são a representação franciscana mais importante, pois eles nascem de uma experiência mística e indicam a santidade de Francisco. Em uma ocasião, ele teve a visão de um homem com seis asas, parecendo um Serafim. Ele estava de braços abertos presos à cruz. Enquanto meditava sobre essa visão, surgiram feridas nas mãos, nos pés e do lado de Francisco, como em Cristo crucificado. São Francisco passou os últimos anos de sua vida imitando a Jesus, como 'o servo crucificado do Senhor crucificado'.
O Terço de São Francisco
O Terço na imagem de São Francisco representa sua devoção Mariana. O Terço junto ao hábito mostra que o santo é uma pessoa de oração. E, por se tratar de uma devoção Mariana, mostra que o santo está intimamente ligado a Nossa Senhora, que conta com sua poderosa intercessão.
A Bíblia de São Francisco
A Bíblia na imagem de São Francisco representa que a sua sabedoria está baseada na Palavra de Deus. Também lembra o fato de que São Francisco é o fundador da Ordem dos Franciscanos. Lembra ainda que a conversão de São Francisco aconteceu porque ele achou um manuscrito do Evangelho e, ao lê-lo, encontrou-se com Jesus Cristo e se converteu. Tudo o que ele fez e falou está de acordo com os ensinamentos de Jesus escritos nos Evangelhos.
A Cruz de São Francisco
A Cruz de São Francisco simboliza o sofrimento que ele viveu neste mundo e a vitória da vida sobre a morte. A imagem de São Francisco segurando uma cruz simboliza a sua entrega total a Cristo, a ponto de até receber os estigmas de Cristo. Significa que ele aceita as dores e sofrimentos da caminhada de fé em Jesus, mas com a certeza da vitória final na ressurreição dos mortos.
Os pássaros de São Francisco
Os animais na imagem de São Francisco representam seu amor pela Criação. São Francisco chamava a todas as criaturas de irmãos: irmão sol, irmã lua, irmão lobo, irmã água... Era comum a presença de animais em suas pregações. Por isso, os pássaros presentes nas imagens do santo representam todos os animais e a ligação de São Francisco com a natureza. Em algumas representações aparecem outros tipos de animais. No dia 4 de outubro, dia que a Igreja celebra São Francisco, o mundo inteiro comemora o dia dos animais. Por isso ele é o padroeiro da ecologia e do meio ambiente e patrono dos animais. Seu grande amor pela criação o fez escrever o 'Cântico das criaturas' e 'Irmão sol'.






Oração à São Francisco de Assis

'Glorioso São Francisco, Santo da simplicidade, do amor e da alegria. No céu contemplais as perfeições infinitas de Deus. Lançai sobre nós o vosso olhar cheio de bondade. Socorrei-nos em nossas necessidades espirituais e corporais. Rogai ao nosso Pai e Criador que nos conceda as graças que pedimos por vossa intercessão, vós que sempre fostes tão amigo dele. E inflamai o nosso coração de amor sempre maior a Deus e aos nossos irmãos, principalmente os mais necessitados. São Francisco de Assis, rogai por nós. Amém.

'Oração de São Francisco (escrita por ele)'

Senhor! Fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais:consolar, que ser consolado;compreender, que ser compreendido;amar, que ser amado.Pois é dando que se recebe.É perdoando que se é perdoado.E é morrendo que se vive para a vida eterna.'

http://www.cruzterrasanta.com.br/significado-e-simbolismo-de-sao-francisco-de-assis/139/103/#c


SAGRADA FAMÍLIA

SAGRADA FAMÍLIA

Este ícone da Sagrada Família é um ícone moderno, nele  não é encontrado  algumas características de um ícone bizantino.
A Igreja celebra a Sagrada Família no domingo entre o Natal e o primeiro de  janeiro.
A Família de Belém é o reflexo mais puro da Santíssima Trindade, que não nos cansaremos de repetir com João Paulo II - ¨NÃO É UMA SOLIDÃO MAS UMA FAMÍLIA, JÁ QUE TRAZ EM SI MESMA A PATERNIDADE, A FILIAÇÃO E A ESSÊNCIA DA FAMÍLIA, QUE É O AMOR¨. Por isso também chamou a Jesus, Maria e José ¨A Trindade da terra¨. E um dos clássicos castelhanos pôs-lhe o titulo de ¨OS TRÊS SOIS¨.
Temos em nossas missas a canção que diz ¨que bom seria se as mães fossem como Maria e os pais como José... e se a gente parecesse com Jesus de Nazaré¨.
A Sagrada Família é nosso modelo, nossa lição de vida familiar: respeito mútuo, diálogo, compreensão e união.
Na Sagrada Família, Jesus é o Sol dos  sóis: a Luz do mundo! A Virgem Maria é um sol que ilumina sem ofuscar, sem fazer milagres na terra, limita-se a ser Mãe.  Assim como dá à luz o seu Filho em Belém, no Calvário dá a luz espiritualmente a  todos nos, que somos irmãos de seu Filho, tornando-se, na figura de João , a mãe de cada um de nós. José, homem escolhido desde a eternidade para ser o patriarca da Família do Filho de Deus, e de todos os filhos de Deus que por dom gratuito somos. É um homem justo, no sentido bíblico da palavra, isto é, santo, cheio de graça santificante e de todas as virtudes necessárias para cumprir perfeitamente a sua missão de pai adotivo de Deus feito carne. Ele é um sol da justiça, que brilha sem magoar os olhos: sempre escolhe – livremente, prontamente e com iniciativa  - o que se lhe apresenta como a Vondade de Deus, por mais sacrifício que lhe custe.
Quando esses três Sóis brilham numa família, essa família resplandece, Reina nela uma comunhão delicada de pessoas que exclui a solidão, essa falta de luz e de caminho de paz.
Na terra, a luz não se difunde sem tropeçar com obstáculo. Os três sois conheceram as trevas ... culminado com a Paixão e morte de Jesus na Cruz. Mas  a luz ia por dentro nunca faltou o sentido de orientação, a plena confiança na Providência Divina, a consciência de que, no meio e por meio de todos os horrores e vilanias, o Deus Uno Trino é o Salvador da humanidade. Quem escolher na sua vida a luz dos Três Sóis não terá que temer nenhuma escuridão, porque essas trevas só poderão ser temporárias e externas. Os Três Sois gostam de habitar no espaço íntimo dos corações, mais do que na superfície do mundo. Chegará o dia em que – como diz a Escritura – a cidade não necessitará nem de sol nem de lua para a iluminar, pois será iluminada pela Glória de Deus e a sua Luz será o Cordeiro (...) Não haverá noite (Apc. 21,23-25). (Os Três Sois de Antonio Orozco).


CRISTO PANTOcRATOR

O nome Cristo Pantocrator e traduzindo do grego significa ¨Onipotente¨. A Patrística, baseando-se  em dados revelados pelo Antigo e pelo Novo Testamento e e utilizando algumas noções e expressões da filosofia helenística, determinou o conceito de Pantocrator, discernidos nesse epíteto divino quatro elementos conceituais: o onidomínio, a oniconservação, a onicontinência, a onipresença. Deus, em outras palavras, é Pantocrator, porque domina sobre todo o criado, conserva tudo no ser, abraçando e contendo tudo em si e, por conseguinte, penetrando e plenificando tudo de si pela sua onipotência. Além disso, a Patrística tem o mérito de ter desenvolvido o sujeito de atribuição do Pantocrator, passando de Deus indistintamente e Deus Pai a uma atribuição consciente e justificada ao Filho como logos, portanto, ao Filho como Logos encarnado.
O Pantocrator pode estar com o livro fechado ou aberto, do lado esquerdo, enquanto que a mão direita  que abençoa à maneira grega, ou seja com o polegar, o anular e o dedinho agrupados, recordando o Deus-Trino; os dedos: indicador e médio, elevados, levemente flexionados, indicando as duas naturezas de Criso; portanto, um apelo aos mistérios fundamentais da fé cristã.
Ele se apresenta de frente, a meio busto, como a maioria dos Pantocrator, e também nos detalhes encontramos os esquemas tradicionais: pescoço marcado, boca segura e pequena, orelhas diminuídas arredondadas para frente, nariz bem firme, sendo quase um traçado divisor de todo o rosto olhos grandes e acentuados pelos supercílios, e pelos traçados das pálpebras, como também pelos traços claros da fronte elevada  e das faces. Cabeleira assentada, ao redor da qual observa-se uma auréola com decorações .
Tradicionais são também as cores das vestes: púrpura, símbolo da divindade, com a túnica (=¨chitone¨) de galão de ouro, manto verde azulado, para indicar a verdadeira humanidade.
O manto cobre o ombro esquerdo do Salvador, enquanto que o direito permanece livre, aparecendo o galão, decoração dos romanos de alta linhagem. ( Donadeo Irmã Maria).
AGORA VAMOS VER A PROFUNDA INTERPRETAÇÃO DESTE ICONE SEGUNDO  A PSICOLOGA E ESTUDOS  DA RELIGIÃO HELENE HOERNI-JUNG.
Este ícone remonta aos primeiros  afrescos e mosaicos bizantinos dos séculos IV e V que ainda podemos contemplar, na grandiosas cúpulas e nos ápice das catedrais de Santa Sofia,  na Sicília, ou de Ravena. Nessas pinturas e mosaicos, o Senhor do Universo olha das alturas para os fiéis aqui em baixo. Com seus braços, ele abarca o cosmo. Parece ao observador que o próprio Deus se revela sobre o seu caminho. As igrejas mais antigas eram projetadas de forma que no centro de sua cúpula, no ápice, ficasse uma abertura a fim de que Deus pudesse olhar para sua comunidade. Talvez também se tivesse a esperança de que Deus descesse por ela. Essa abertura permitiria ao fervoroso fiel espiar com devoção o universo divino, o tão almejado mundo do além.
Cristo  está representado com uma figura de meio corpo sua expressão nos revela um rosto sério e sensível. Os olhos estão abertos, pensativo, consciente e convidativo. Sua visão não se distancia do mundo; pelo contrário, se dirige a ele, atravessando-o de ponta a ponta. O rosto e a mão do Salvador são extremamente claros, como descritos em Mateus (14.2)¨ (...) o seu rosto resplandeceu como o sol¨.Essa passagem se repete no texto do Êxodo(34,29), que fala da face iluminada de Moisés quando ele desce do Monte Sinai cheio do espírito de Deus. Essa imagem do brilho também aparece com frequência  em outras representações, como no texto do livro que está aberto na mão de Cristo: ¨Eu sou a luz do mundo¨(Jo 8,12). O ser-preenchido-por-Deus irradia seu brilho a partir da face desse ícone. (Helene Hoerni- Jung – O Homem Interior).
O formato do rosto é muito acentuado, a cabeça redonda e a testa angulosa. A testa de Cristo repousa sobre  as colunas do nariz e dos dois arcos das sobrancelhas. A testa, em formato de cunha, se projeta para dentro da densa cabeleira. O formato redondo da cabeça amadurecida.
Ao contemplar essa imagem, podemos associá-la com a ideia de ¨templo do espírito¨. Se uma figura semelhante aparecesse em nossos sonhos, nós talvez achássemos que era um aviso do destino de que essa pessoa queria ou exigia algo de nós, de que agora a atmosfera de nossa alma se modificaria definitivamente. Nossa audição interior precisaria estar muito atenta a esse prenúncio dos acontecimentos.
A roupa do Mestre, por corresponderem à sua natureza dupla  de Homem verdadeiro e Deus verdadeiro, estão representadas com duas cores. A veste púrpura de sua natureza divina se esconde sob o verde azulado da natureza, sob sua natureza humana, sob o seu ser encarnado como homem.
O livro vermelho e o clavus vermelho constituem dois pólos, entre os quais se eleva a mão de Cristo. A cor vermelha aumenta a pulsação; o vermelho dá vida a alma à mão, deixando-os  com a impressão de uma de uma mão que fala, abençoa e salva . O Clavus a faixa vermelha , aponta para ela a (mão).
O livro se apresenta  a nós como um portal, ainda fechado (quando o livro está fechado). O seu vermelho reluzente e a sua perceptiva invertida nos convidam a passar pelo portal e a entrar no livro e na imagem para percorre-lo. Nos podemos pressentir que no seu interior se esconde algo maior. O livro nos toca, atua sobre nós, diz respeito a nós e nos confidencia que, da perspectiva de Deus, todas as outras coisas se parecem. Cabe a nós  escolher entre o livro ou deixá-lo fechado. Todo  livro implica um processo de trabalho, de reflexão e de comunicação, pela linguagem, daquilo que é vivido e pesquisado. Dessa forma o livro se torna uma imagem que simboliza a sabedoria, os ensinamentos e a revelação. A palavra de Deus deve jorrar dessse livro como uma fonte de vida.
O livro é o simbolo da palavra de Deus significa a Lei Divina e a Doutrina da Fé.
O mais sagrado dos livros é o Evangelho, no qual fala o próprio Jesus; suas palavras, reconhecidas em seu eterno valor, estão gravadas nele. Por meio delas, Ele se aproxima de nós e se oferece como palavra viva e como caminho para a realização da vida. A cor vermelha pode indicar o seu oferecimentos pessoal cheio de vida e de amor mas também a intensidade de seu fogo espiritual.
A mão  do Salvador, a primeira vista, ela parece uma mão comum; no entanto, se  a observarmos com maior atenção, veremos que ela tem uma conformação completamente estranha e única. Trata-se de uma alegoria complexa.
¨Quando vocês  representarem a mão que abençoa... cruzem o dedo polegar tocando o quarto dedo, de forma que o indicador permaneça reto, e o dedo médio fique um pouco curvo, exatamente na forma do nome de Jesus = IC. O quinto dedo deve estar um pouco curvo, na forma do nome de Cristo = XC. Essas quatro letras formam a abreviatura do nome de JESUS CRISTO. Assim a Vontade Divina que os dedos do homem fossem feitos de comprimentos diferentes, para que eles pudessem formar o nome de CRISTO¨.
( Helene Hoerni-Jung – O homem interior).

VIRGEM DO PERPETUO SOCORRO

VIRGEM DO PERPÉTUO SOCORRO NO OCIDENTE
VIRGEM DA PAIXÃO NO ORIENTE

O ícone da Mãe de Deus da Paixão  é muito difundido no Oriente bizantino: nos museus de Atenas, Moscou, Greta, Leningrado como também no instituto helênico de Veneza.
No Ocidente, ele é venerado também com o nome de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
O seu verdadeiro nome é, de fato Paixão; com esta representação, vemos escrito debaixo do Anjo da guarda à  esquerda. Os dois anjos visíveis dos lados no alto, seguram: um a Cruz e o outro a lança e a cana  com a esponja  na ponta ensopada de vinagre, que são os instrumentos da paixão de Cristo. O Menino Jesus apresenta em seu rosto uma expressão de temor e esta com as mãozinhas apertando a mão direita da Mãe, que olha para  frente numa atitude de recolhimento e pensativa; talvez relembrando em seu coração a dolorosa e fatal  profecia de Simão, o misterioso plano da redenção, do qual Isaías já tinha apresentado o Servo sofredor.
São claramente  visíveis os habituais escritos abreviados, em letras gregas,  para indicar  ¨MÃE DE DEUS¨, ¨JESUS CRISTO¨ e na auréola deste último as WV = Aquele que é, enquanto que as estrelas sobre a cabeça e os ombros de Maria Santíssima indicam a sua virgindade antes, durante e depois do parto.
Na sua dúplice denominação, essa bela imagem da Virgem nos lembra a centralização salvífica da paixão de Cristo e de Maria e juntos, a pronta bondade da Mãe de Deus e nossa Mãe. (Irmã Maria Donadeo – Ícones da Mãe de Deus).

Este ícone é formado  por quatro figuras Nossa Senhora, o Menino Jesus e os dois anjos. A aparição dos arcanjos com uma lança e a cruz mostram ao Menino Jesus os instrumentos de sua paixão, assustado corre aos braços da mãe e com um movimento brusco desamara a sandália. Maria o acolhe com ternura e lhe transmite segurança. Porém, ao observar Maria, nora-se que seu olhar não está dirigido ao Menino Jesus mas a nós como que apelando que seja  seguidores deste amor, e para que não deixemos que o pecado tome conta de nossos corações. As mãos de Jesus estão nas mãos de Maria que nos lembra que Ela é a medianeira de todas as graças.
- O arcanjo Miguel de manto verde apresenta a lança, a vara com a esponja e o cálice da amargura.
-  O arcanjo Gabriel de manto vermelho, ele segura a cruz e os cravos, instrumentos da morte de Jesus.
- A boca de Maria é pequena para  guardar silencio, ela  fala pouco.
- A Estrela do véu de Maria , a que nos ajuda nos guia no mar da vida até o porto de salvação.
- As mãos de Jesus apoiadas na mão de Maria, significando que pro ela vem todas as graças.
- Os olhos de Maria são grandes, voltados para nós, afim de ver todas as nossas necessidades.
- A túnica vermelha de Maria distingue as virgens do templo da Glória. A cor vermelha representa a humanidade de Maria.
- A sandália desatada simbolo de nossos  do pecado preso ainda a Jesus por um fio – o último a devoção de Nossa Senhora.
- A mão esquerda de Maria sustenta Jesus, a mão de consolo que Maria estende a todos que a recorrem nas lutas da vida.
- O  centro do ícone onde Maria ao mesmo tempo nos acolhe no seu olhar, com a mão aberta, nos indica Jesus Cristo como nosso REDENTOR.

EMANUEL 2


EMANUEL

CRISTO EMANUEL (DEUS CONOSCO )

Interpretação deste ícone por Helene Hoerni-Jung
Este ícone baseia-se textualmente na profecia de Isaías (7.14 e 9,5).

Pois sabei que o Senhor mesmo vos dará um sinal:
Eis que a virgem concebeu e dará à luz um filho, e pôr-lhe-á o nome de Emanuel.

Porque um filho  nos nasceu sobre os seus ombros, e lhe foi dado este nome:
Conselheiro-maravilhoso, Deus-forte, Pai-eterno, Príncipe-da-paz.

Neste ícone, a tônica se concentra ¨no caráter do logos preexistente e que se torna homem simultaneamente¨. Ele nos coloca diante de um paradoxo de difícil compreensão: na figura de Cristo Emanuel se encontra dois seres ou forças. O eterno, sempre existente deve ser unido, ou tornado ¨uno¨, com o ser que nasceu cresceu e amadureceu. Para elucidar brevemente essa relação dicotômica e também a própria imagem, introduziremos o conceito ¨criança-ancião¨.
Como explicar, então, essa criança-ancião? A crinaça é a imagem de um novo princípio; é a expressão de um crescimento que se inicia, de um desenvolvimento em curso, de uma força vital  incansável e de múltiplas possibilidades. No ancião, pelo contrário, vemos o saber maduro, a sociedade, visível proximidade do reino de Deus e o fechamento do ciclo de uma vida.
Certos textos do antigos se atêm a essa notável relação entre a criança e o ancião. Vejamos este exermplo de um autor anônimo bizantino:
Criança pequenina, Deus eterno,
Crinça ancian, que antecedeu os tempos
Tens a idade do Pai
Dioniso Areopagita nos ensina:
¨Nas antigas representações , Deus assumia a forma de um velho e de um jovem. O primeiro significa que ele é o principio e exise desde o começo; o segundo, que ele nunca se transformará. Ambas as considerações mostram que ele perdura através de todas as coisas, do princípio ao fim¨.
A cabeça do Emanuel quase redonda corresponde na forma e nas proporções, à de uma criança, enquanto a face angulosa, com o semblante preocupado de um  velho, se adianta para fora do círculo.
Do ponto de vista  pasicológico, ¨o anciâo¨ é um conjunto dos componentes da alma humana que sempre indicam a direção dos caminhos, que nos colocam neles, como um aspecto do próprio si-mesmo.
Na criança, o eu ainda está pouco distinto, mas ela impulsiona a vida para frente, ativa os desenvolvimentos. As duas partes devem se encontrar, do mesmo modo que o velho rosto de formato anguloso e a cabeça de criança, ambos ainda um tanto rebeldes , tentam confluir um para dentro do outro. ¨De um só ser, embora separadas¨, parecem surgir a cabeça e a face. Não começaria aqui a união das duas naturezas, não só da criança e do ancião, mas também do homem e do Deus verdadeiros?
Também temos em nós ambas as partes e ambas as naturezas, como predisposições e como destino. Ora nos sentimos como criança do mundo, abandonados, ora procuramos o retiro silencioso e o disntanciamento do mundo, caracteristica dos homens velhos. As veses basta-nos o conteúdo de um dia rotineiro e sentimos falta do eterno. Como jovens, a idéia da morte e do final dos tempos talvez nos induza a voltar para a casa; como velhos.
As duas naturezas permeiam  nossa alma, e ambas as possibilidades precisam ser vividas e consideradas. Nós nos movimentamos sobre esses dois eixos  de força, da crinaça para o velho, do eu para o si-mesmo.
Contemplando o ícone Cristo Emanuel: Emmanuel quer dizer Deus-Conosco. Esse Deus que está conosco, ou que está em nós é caracterizado pelos pólos da criança e do ancião e pelo desenvolvimento e  desdobramento que acontecem entre eles.
Em cada adulto se esconde uma criança, uma eterna criança, um ser que está sempre se tornando algo novo, que nunca está pronto e necessita de cuidado, de atenção e de educação constantes. Essa é a parte da personalidade humana que quer se desenvolver em direção à totalidade.
No símbolo da criança, como descendente de dois mundos, prenuncia-se também o ser que unifica, que reconcialia.
Na auréola observamos o nome de Iaweh: HO ON = Aquele que é. ¨O Deus da Bíblia chama a si  próprio de Aquele que é. Eu sou quem sou. Eu sou eu.
No ícone obaservamos a forma notável das duas orelhas de Emanuel, Elas foram pintadas de uma maneira surpreendentemente abstrata, em extrema oposição à orientação mais concreta e real da conficuração do rosto. Haveria, neste caso, uma sugestão de uma  função da orelha seria, em primeiro plano, ouvir e obedecer? De modo semelhante, o ouvido é com frequencia considerado um símbolo da obediência. A medida que na figura de Emanuel, o jovem Cristo, a obediência é colocada em destaque, torna-se evidente para nós a sua importância no decorrer da vida. Ela pode nos proteger do perigo da vaidade ou de seu oposto, a depressão, levando-nos a unir o velho ao novo, o grande ao que ainda é pequeno. Trata-se aqui, literalmente, de um desenvolvimento ¨que não podemos compreender¨, como a imagem  do ícone parace mostrar .
Diante desse ícone, os meus pensamentos se concentram no fenômeno da conformação da imagem interior de Deus sobre o aspecto da oposição entre o velho e o jovem.(O HOMEM INTERIOR – Ícones do filho de Deus. Hoerni-Jung Helene).