Total de visualizações de página

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

SÃO JUDAS TADEU


A

ANJO DA GUARDA


ANJO DA GUARDA

O Catecismo da Igreja diz que ¨a existência dos seres espirituais, não corporais, os anjos, é uma verdade de fé¨. O testemunho da Escritura a respeito é tão claro quanto a unanimidade da Tradição (n.328). Nenhuma católico pode, então, negar a existência dos anjos. Eles são criaturas pessoais e imortais, puramente espirituais, dotadas de inteligencia e de vontade e superam em perfeição todas as criaturas visíveis (cf. Cat n.330). São Gregório  Magno disse que quase todas as páginas da Revelação escrita falam dos anjos.
A Igreja ensina que, desde o início até a morte, a vida humana é cercada pela proteção (Sl 90,10-13) e pela intercessão dos anjos. ¨O ANJO DO SENHOR ACAMPA AO REDOR DOS QUE O TEMEM E OS SALVA ¨(SL 33,8).
São Basílio Magno , doutor da Igreja disse: ¨Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida ¨ (Ad. Ecumênico 3,1). Isso é, temos um Anjo da Guarda pessoal. Jesus disse: ¨Não desprezeis nenhum desses pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus veem continuamente a face de meu Pai que está no céus¨(Mt. 18,10.
A liturgia de 2 de outubro celebra os Anjos da Guarda desde o séc XVI, festa universalizado por Paulo V.
A tradição da Igreja Católica acredita que nosso Anjo da Guarda tem a tarefa de oferecer ao Senhor as nossas orações, apontar-nos e proteger-nos dos ataques do diabo, que tenta nos fazer pecar e perder a vida eterna. Então, nada mais importante do que ter uma vida de intimidade com nosso anjo, invocando-o constantemente e colocando-nos debaixo de sua proteção.
http://formaçao.cancaonova.com/igreja/catequese/quem-e-o-meu-anjo-da-guarda/

VIRGEM DE CONEY


VIRGEM DE CONEY


VIRGEM DA TERNURA 3


VIRGEM DA TERNURA 2


VIRGEM DA TERNURA

VIRGEM DA TERNURA

Trata-se de um belo ícone da escola cretense do século XVII. A atitude própria das Virgens da Ternura encontra-se aqui acentuada e muitos dão explicação para caracterizara GLYKOFILLÚSA (em tradução italiana literal seria ¨dolce baluarte¨):  na Virgem Eleúsa ou Virgem da Ternura, a Mãe apenas acolhe o afeto do Menino e muitas vezes olha algures, a própria Virgem acaricia o Menino. Esta é uma distinção não aceita por todos. Há ícones que trazem no fundo escrito o nome de Glykofilúsa.
Além das expressões da carícia dos dois  rostos, sensibiliza-nos a disposição das mãos: a do Menino Jesus está apoiada num confiante abandono sobre a mão direita da Mãe, enquanto que com a sua mão esquerda Ela o segura e ao mesmo tempo parece acaricia-lo. O vermelho é delicado e muito claro em relação aos demais ícones: a escola cretense acolhia elementos derivados da pintura retratística ocidental . As vestes – feitio, coloridos, pregas são as tradicionais: a mafórion da Santíssima Virgem um cereja-escuro a veste azulada com mangas bordadas. Jesus se veste como adulto e tem os pezinhos descalços, a mãozinha direita, apoiada sobre o joelho, aperta o rolo da Escritura, os traços  do rosto mostram ser verdadeira menino.
A Virgem da Ternura (Eleúsa e Glykofilúsa) era um tipos de ícone que tinha uma popularidade especial nos Balcãs, nas regiões gregas e italo-bizantinas. (Donadeo Irmã Maria – Ícones da Mãe de Deus) .

O ícone de Maria não é como naturalismo ou o renascentismo, que a representa como uma bela mulher com o menino maravilhoso, mas aquele que manifesta seu mistério, isto é, que leva o cristão ao conhecimento e ao amor do Filho, do Espírito e do Pai. O caráter epifânico da Theotokos se modula através de uma tipologia que não estabelece tanto os traços de seu perfil ou retrato, mas os diferentes tipos de sua representação: 1-HODIGHÍTRIA, ou guia para Cristo, que é o caminho; 2- ELEUSA, ou terna e misericordiosa, que segura nos braços o Menino, o qual se abraça afetuosamente à Mãe, face na face; 3- ORANTE, que representa a Virgem de pé, ao lado de Cristo (Deésis), ou com as mãos erguidas e com o Menino no seio, enquadrado por um círculo. (Parracini, 2001, p, 8,9).

Eleusa significa “a terna”, “a compassiva”; assim, quando aplicada à Mãe de Deus , passa a ser um dos títulos iconográficos marianos mais conhecidos: VIRGEM DA TERNURA. Esse título é dado pelo afeto que une Mãe e Filho e exalta a humanidade de Cristo.

            É um ícone da escola cretense do século XVII. “Genitora de Deus” (Theotokos, segundo a expressão grega) é o titulo que o Concilio de Éfeso, em 431, atribui a Nossa Senhora, e que a tradição oriental conservou e privilegiou ao longo dos séculos até hoje. A virgem é representada enquanto o Filho, abraçando-a ternamente, lhe revela sua paixão. Doce, terna, triste, alegre penetrante, compreensiva. Maria sintetiza em si o Fiat da Igreja inteira, pronunciando-o em nome de cada criatura. O protótipo desta tipologia provém de Bizâncio (a tradição quer que tenha sido pintada pelo evangelista Lucas) (Parravicini, 2001 p. 134).
            As expressões de caricias dos dois rostos. Sensibiliza-nos a disposição das mãos: a do Menino Jesus está apoiada num confiante abandono sobre as mãos direita da Mãe, enquanto que com sua mão esquerda Ela segura e ao mesmo tempo parece acariciá-lo. 
            A contemplação desse ícone nos conduz a uma experiência espiritual profunda. Levando-nos a seguir um movimento que parte dos olhos da Virgem em direção às suas mãos. Passa das mãos de Maria para a da criança novamente para os olhos de Maria.