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domingo, 21 de outubro de 2012
terça-feira, 28 de agosto de 2012
domingo, 8 de abril de 2012
Curso de Iconografia 2012
SÃO JOSÉ O JUSTO
(“O justo viverá pela fé (Rom 1,17)
São José, esposo de Maria (Mt 1,24; Lc 1,27). A Bíblia nos fala dele como “pai” de Jesus (Lc 2,27.33.41.43 e 48) realizando os desígnios de Deus, mesmo quando fogem à compreensão humana. Foi a ele, “filho de David” (Mt 1,20;Lc 1,27), que Deus confiou a guarda do Verbo eterno feito homem, por obra do Espírito Santo, no seio da Virgem Maria.
No Evangelho, São José é definido como um “homem justo” (Mt 1,19) e para todos os fiéis , é um modelo de vida de fé.
A palavra “justo” recorda a sua retidão moral, a sua sincera adesão ao exercício da lei e a sua atitude de abertura total à vontade do Pai celestial. A sua justiça não consistia na simples observância da Lei, mas numa profunda escuta à vontade de Deus. Essa virtude de escuta da Palavra de Deus torna-o o patriarca do cristianismo, ou seja, aquele que vive a partir da “Obediência da fé”. São Jose deixou Jesus manifestar-se no meio dos homens.
Para os judeus o homem “justo” era aquele que não praticava da culpa dos outros, ou seja aquele que estava separado do pecador (Lc 7,39).
São José é descrito pelos evangelistas como cuidadoso guardião de Jesus, esposo atento e fiel, que exerce a autoridade familiar numa constante atitude de serviço. A Bíblia nada mais nos diz, neste silencio sua missão de viver uma vida do anonimato, e com uma fé segura na Providência. Ele era o provedor das necessidades da família, por isso a Igreja indica-o como Padroeiro dos Trabalhadores.
Nada de extraordinário circundou a vida de São José, somente a sua vontade sincera de assumir, com responsabilidade, uma vida justa. O mais honrado dos homens, porque soube horanr as posições que a ele foram confiadas: pai, esposo, amigo e trabalhador.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
ARTE SACRA E RELIGIOSA: EXISTE DIFERENÇA?
Toda verdadeira obra de arte fala de Deus. Não apenas pelo conteúdo, mas por acender em nós o desejo de uma beleza mais alta. Assim reflete D. Marcos Barbosa o.s.b., em seu artigo "A Arte Sacra", e continua citando Baudelaire: "a nossa natureza, exilada no imperfeito, desejaria apoderar-se imediatamente, na terra mesmo, do paraíso revelado".
Há obras de arte, porém, que expressam abertamente o tema divino; são chamadas de arte religiosa ou cristã. Dentro desta "categoria" é que se encontra a arte sacra.
Grandes artistas pintaram temas religiosos ao longo de suas vidas, como é o caso de Miguelangelo, Rouault, Caravaggio, entre tantos outros. Mas, perguntaríamos: o Cristo crucificado, de Salvador Dali, deveria ser colocado dentro de uma igreja? De modo nenhum. Aqui nos deparamos com a tênue linha que separa a arte religiosa da arte sacra.
A arte sacra não é somente uma obra de arte, e não ainda uma obra de arte cristã, mas uma obra de arte litúrgica! Aqui está o ponto central e decisivo para a escolha da iconografia, ou seja, das imagens e pinturas que compõem o espaço sagrado, a igreja. A arte sacra está voltada ao culto.
A igreja não é museu, nem depósito de imagens, mas um lugar vivo onde o Sagrado se manifesta, onde a comunidade se reúne para celebrar a presença de Deus em seu meio. A liturgia, centrada na Trindade, deve atrair os fiéis e envolvê-los nesta atmosfera de Jerusalém celeste. Daí a pergunta: as imagens, as pinturas, os painéis das igrejas contribuem para unificar a liturgia, para levar ao centro? Ou contribuem para a dispersão, para a distração dos fiéis?
Há obras de arte, porém, que expressam abertamente o tema divino; são chamadas de arte religiosa ou cristã. Dentro desta "categoria" é que se encontra a arte sacra.
Grandes artistas pintaram temas religiosos ao longo de suas vidas, como é o caso de Miguelangelo, Rouault, Caravaggio, entre tantos outros. Mas, perguntaríamos: o Cristo crucificado, de Salvador Dali, deveria ser colocado dentro de uma igreja? De modo nenhum. Aqui nos deparamos com a tênue linha que separa a arte religiosa da arte sacra.
A arte sacra não é somente uma obra de arte, e não ainda uma obra de arte cristã, mas uma obra de arte litúrgica! Aqui está o ponto central e decisivo para a escolha da iconografia, ou seja, das imagens e pinturas que compõem o espaço sagrado, a igreja. A arte sacra está voltada ao culto.
A igreja não é museu, nem depósito de imagens, mas um lugar vivo onde o Sagrado se manifesta, onde a comunidade se reúne para celebrar a presença de Deus em seu meio. A liturgia, centrada na Trindade, deve atrair os fiéis e envolvê-los nesta atmosfera de Jerusalém celeste. Daí a pergunta: as imagens, as pinturas, os painéis das igrejas contribuem para unificar a liturgia, para levar ao centro? Ou contribuem para a dispersão, para a distração dos fiéis?
É uma pergunta simples, mas que pode trazer luzes sobre como devemos compor nossos espaços sagrados. Pois podemos incorrer no erro de colocar obras de arte nas igrejas sem que estas sejam sacras; como também, no outro extremo, vemos muitas imagens em série dentro das igrejas que nem são consideradas como arte.
Todo o espaço sagrado deve contribuir para que Cristo seja evidenciado. Ele é a imagem visível do Deus invisível, como diz São Paulo. Que tudo seja por Cristo, com Cristo e em Cristo, como repetimos todos os domingos na liturgia eucarística.
Na verdade, tudo que compõe o espaço sagrado deveria apontar para esta única realidade: estamos reunidos em nome da Trindade. Assim, as músicas, as vestes, os gestos, as peças do altar, o incenso, as pessoas... tudo deveria convergir em Deus, sem dispersão. Não vivenciaríamos mais profundamente a liturgia?
Fernanda Oliveira da Costa - consagrada na CSV
Publicitária, pós-graduada em Liturgia e Arte Sacra
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